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18 de novembro de 2015

Devolução do IO à população

Câmara de Odivelas pretende o uso público do Instituto de Odivelas


Encerrado desde o fim do ano letivo 2014/2015, o edifício do Mosteiro de Odivelas, onde funcionou desde 1902 o Instituto de Odivelas, pode vir a albergar uma série de serviços municipais e públicos. A Câmara de Odivelas propôs, hoje, dia 18 de novembro, em reunião de Câmara, o início de um processo negocial com os Ministérios da Defesa Nacional e das Finanças, destinado a fixar o período de tempo e as contrapartidas financeiras que permitam a utilização deste Monumento Nacional. Estrategicamente, a Cãmara pretende, desta forma, iniciar um processo de criação de uma nova zona de interesse público na cidade, centralizando uma série de Serviços Municipais da Autarquia, o Centro Interpretativo D. Dinis, uma Divisão da PSP, um Estabelecimento de Ensino e outros serviços de Interesse Público. Depois da inopinada decisão de encerramento do Instituto de Odivelas, tendo em conta o valor histórico-cultural do Mosteiro de Odivelas, Monumento Nacional e a sua localização, a CM de Odivelas espera responder assim à necessidade de solucionar este problema, devolvendo este equipamento à cidade e aos seus cidadãos.

10 de novembro de 2015

O Instituto de Odivelas, um modelo de instituição pública

O Instituto de Odivelas (IO), uma escola fundada em 1900, foi extinta na passada legislatura, pese embora os votos contra do PS, do PCP e do PEV e das declarações de voto de muitos senhores deputados do PSD e do CDS mas que votaram, mercê da disciplina de voto, a favor da extinção de uma escola com 115 anos de História e com instalações em perfeito estado de conservação. 
Muitas foram as antigas alunas que defenderam a escola junto do poder executivo, do poder legislativo e do poder judicial. Tiveram alguns apoios, mas pouco mediáticos, pois o preconceito e o desconhecimento histórico constituíram fortes barreiras em torno de uma escola que foi “de excelência”, modelar em diversas áreas e pioneira em desbravar o caminho para que a mulher em Portugal pudesse ter tido o acesso à educação e a uma profissão, já em tempo da Monarquia. 
O IO sobreviveu à I República, à ditadura e pereceu na democracia. Estranho este tempo de crise de identidade nacional e de menosprezo por instituições centenárias. Na Alemanha, o ensino diferenciado público está a ser incrementado, na França, a escola inspiradora do IO, a Maison d’Éducation de la Légion d’Honneur, fundada no século XIX, é uma referência que orgulha o país, na Inglaterra seria impensável fechar uma escola com as características do IO. Em Portugal por interesse e por preconceito, e aqui a ordem dos fatores não será arbitrária, faz-se desaparecer uma escola que tinha procura por parte de muitas famílias, e que foi liminarmente negada por decreto, que tinha um Projeto Educativo único, que era um exemplo da liberdade de escolha e do direito de opção no que ensino público diz respeito e que, pasme-se, dava retorno financeiro ao Estado. Uma vez mais, modelar.


Maria Rodrigues

12 de setembro de 2015

No Colegio Militar as camas têm género...

As camaratas femininas no CM não estão prontas e as alunas estão a dormir no Palácio Mesquitela (edifício velho à entrada do CM). As camas e os armários são os que pertenciam aos rapazes. Na camarata dos rapazes todo o mobiliário é novo. Descubram as diferenças!



8 de setembro de 2015