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21 de maio de 2016

Uma escola extinta, porém pública - O Instituto de Odivelas

Decorreram mais de 116 anos sobre a fundação do Instituto de Odivelas (IO) pelo Rei D. Carlos e pelo Infante D. Afonso. 
Esta escola pública, ao serviço da educação de Portugal, foi frequentada por milhares de alunas filhas de militares e de civis, de todas as condições socioeconómicas, e foi extinta por motivos pseudo economicistas e de género. Na verdade, a questão da igualdade de género é ideológica. Não existem discriminações diariamente em escolas mistas, quer públicas, quer privadas? Acresce que o IO dava retorno financeiro ao Estado ao qual pertencia desde 1900. 
Em muitos países civilizados, as escolas públicas de rapazes e/ou de raparigas são uma realidade perfeitamente normal e natural, enquadrada na liberdade de escolha e no direito de opção das famílias. Num qualquer país civilizado do mundo, os poderes públicos defenderiam uma escola pública como o IO: centenária, de “excelência”  e que funcionava bem. Por que será que em países, só para nomear, como a Inglaterra ou a Alemanha, não existem pruridos relativamente à escola pública diferenciada por género? Estar-se-á perante um avanço civilizacional? 
Em 2016, o Mosteiro de Odivelas encontra-se encerrado e o seu antigo cuidador, o extinto Instituto de Odivelas, tem as salas de aula, laboratórios, ginásio, piscina, anfiteatro, camaratas, refeitório... sem ninguém e sem praticamente nada. O Forte de Santo António no Estoril foi a casa de férias das alunas desde 1915. Nem o ditador Salazar, que lá veraneou, desalojou as alunas do seu espaço de férias. 
Não terão sido outros os interesses a falar mais alto que levaram ao encerramento do IO? O tempo, "esse grande escultor", dará razão a quem defendeu sem preconceitos a vestusta escola. Ficará "mal na fotografia" quem atacou o IO, quem dele se esqueceu na sua agenda política, ou quem o defendeu meramente por razões de timing político, quem não o defendeu por necessidade egoísta e mesquinha de sobrevivência política ou outra.

Há dois pesos e duas medidas na defesa da escola pública, e enfim na defesa da História, nesta democracia de 42 anos. O que é pena.

Maria Rodrigues

 

14 de maio de 2016

O ataque ao património material e imaterial de Portugal que foi o Instituto de Odivelas

Decorreram mais de 116 anos sobre a fundação do Instituto de Odivelas (IO) pelo Rei D Carlos e pelo Infante D. Afonso. Esta escola pública, ao serviço da Educação de Portugal, com alunas filhas de militares e de civis, foi extinta por motivos pseudo-economicistas e de género. Na verdade, em muitos países civilizados, as escolas públicas de rapazes e de raparigas são uma realidade perfeitamente comum e enquadrada na liberdade de escolha e no direito de opção das famílias. Num qualquer país civilizado do mundo, os poderes públicos defenderiam uma escola pública, centenária e que funcionava bem.

Em 2016, o Mosteiro de Odivelas encontra-se encerrado e o Instituto de Odivelas, com as suas salas de aula, laboratórios, ginásio, piscina, camaratas, refeitório... sem ninguém. O Forte de Santo António no Estoril foi a casa de férias das alunas desde 1915. Nem o ditador Salazar desalojou as alunas do seu espaço de férias.

O tempo, "esse grande escultor", dará razão a quem defendeu sem peias o IO.

Ficará "mal na fotografia" quem atacou o IO, quem não levantou os braços e deu um murro na mesa, obviamente demitindo-se, quem o defendeu meramente por razões de timing político, quem não o defendeu por necessidade egoísta e mesquinha de sobrevivência política, profissional ou outra, quem não teve coragem de falar "cada vez mais alto". Rezarão na História por serem fracos.

Maria Rodriges


Estatuto do Instituto D. Afonso em Odivelas a 9 de Março de 1899
Data da fundação – 14 de Janeiro de 1900



 Colónia de férias do Instituto de Odivelas no Forte de Santo António no Estoril, desde 1915


 Símbolo do Instituto de Odivelas
 Uma criação da Rainha D. Maria Pia

2 de maio de 2016

O Instituto de Odivelas - amnésia histórica ou interesses ocultos?

O Instituto de Odivelas (IO) foi fundado em 1900.
O IO foi uma instituição educativa de excelência.
O IO partilhou e conservou o espaço de um antigo Mosteiro e de um Forte, entretanto "cedidos".
O IO tinha instalações e equipamento escolares e de internato em perfeito estado de conservação.
O IO tinha um brasão de armas.
O IO tinha um hino, um grito, um símbolo.
O IO tinha um Código de Honra.
O IO tinha uma divisa - Cada vez mais alto.
O IO teve um Director Coronel que cumpriu com a sua missão e foi afastado pelo ministro da tutela de então.
O IO foi defendido por poucos; outros não apresentaram a demissão.
O IO constituiu o primeiro ataque aos estabelecimentos militares de ensino.
O IO foi extinto.
Quem defendeu verdadeira e intransigentemente o IO no seio das Forças Armadas Portuguesas, e não só, pode estar de consciência tranquila. Foi coerente.
 
Maria Rodrigues, mãe de uma antiga aluna do IO.


18 de abril de 2016

Pangea...IO e excelência!

Para quem conhece o Instituto de Odivelas esta notícia não será propriamente uma surpresa.

Ao longo de 115 anos o IO formou mulheres que hoje, tanto em Portugal como um pouco por todo o mundo, e fruto de uma educação ao mais alto nível, dão o seu contributo para uma sociedade melhor. Anónimas ou em lugares de topo as "Meninas de Odivelas" têm vindo a distinguir-se nas mais diversas áreas. A matemática é uma delas.

No Concurso de Matemática Pangea 2014/2015, o IO surge em destaque. No escalão do do 12º ano quatro alunas conquistaram o primeiro (Margarida Pereira), o terceiro (Mariana Silva), o sexto (Joana Aço) e oitavo (Filipa Pedro) lugares desta competição.


15 de abril de 2016

E assim se extinguiu o Instituto de Odivelas

O Instituto de Odivelas não foi fundido, foi extinto.

O Director do Instituto de Odivelas demitido pelo Ministro da Defesa Nacional do anterior Governo não provocou a demissão de mais ninguém.

O Director do Instituto de Odivelas não foi ouvido pelo poder legislativo face à gritante discriminação de que foram alvo as alunas do Instituto de Odivelas e as famílias que pretendiam que no futuro novas alunas ingressassem no Instituto de Odivelas.

O Instituto de Odivelas tinha um projecto educativo único e irrepetível.

O Instituto de Odivelas era uma escola de excelência.

Em Portugal o que funciona bem é extinto em nome de uma suposta não discriminação de género.

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades...


12 de abril de 2016

O caso do antigo Diretor do Instituto de Odivelas demitido pelo ministro da tutela

Um oficial das Forças Armadas tece considerações sobre a demissão do Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas e refere o caso em torno da demissão do antigo Director do Instituto de Odivelas - Coronel José Paulo Serra

"(...) Sem embargo não nos devemos admirar: com o anterior MDN, um tal Dr. Aguiar traço Branco, já tinha, enquanto CEME, exonerado o então Director do Instituto de Odivelas, por este não estar a ser um zeloso cumpridor da, para sempre maldita, decisão de fechar tão vetusta instituição – que é a raiz recente deste esparvoado caso (a mais antiga é o texto do Programa do PS após a sua fundação, em 1973, que defendia a extinção dos colégios militares!) – tendo aquele ministro vetado, mais tarde, a nomeação daquele oficial, que nada cometeu de errado, para um cargo de adido militar, em Madrid (para onde acabou por ir mais tarde)...


As "meninas de Odivelas" foram discriminadas e ninguém se demitiu por elas. Porquê?