Fotografias captadas em fevereiro e dezembro de 2017 mostram como o edifício onde estudavam as meninas de Odivelas está ao abandono. Situado no centro histórico de Odivelas em Zona Especial de Proteção, o monumento nacional aguarda penosamente por novos inquilinos desde que, no final do ano letivo de 2014/15, o Instituto de Odivelas foi obrigado a abandoná-lo para se acomodar nas instalações do Colégio Militar, por decisão do anterior Governo.
Blog pela manutenção do "Instituto de Odivelas" (IO) como uma Escola de Excelência. A missão do IO é ministrar os cursos de ensino básico e secundário destinados a filhas de militares e civis, em regime de internato e externato, e assegurar a formação militar de base. O IO possui um projecto educativo com oferta alargada, com separação de género, em ambiente escola-família. O IO educa numa cultura de lealdade, coragem, honra, respeito, rigor, exigência e excelência.
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4 de março de 2018
A destruição do Mosteiro de Odivelas
Nunca será de mais denunciar a injustiça cometida pelo Estado Português na decisão governamental da coligação PSD/CDS-PP em extinguir, em 2015, o Instituto de Odivelas (IO), escola criada em 1900 e sediada desde então no Mosteiro de Odivelas. Ciclicamente, nos meios de comunicação social são publicadas notícias do vandalismo nos edifícios que o IO tão bem respeitou e preservou: o Mosteiro de Odivelas (século XIII) e no Forte de Santo António da Barra(século XVI). As fotografias são repugnantes, mas a culpa ficará sempre solteira porque as responsabilidades sacodem-se como a água do capote.
Tinha sido tão simples deixar o IO, com as propostas de reforma razoáveis e viáveis, continuar o seu percurso de excelência. Que desígnios insondáveis fizeram parar uma história de sucesso educativo, ao longo de 115 anos? O IO foi extinto e destruído. Não foi transferido, não foi fundido, não foi reformado. Quem o defendeu na anterior legislatura nada fez para reverter a decisão. Era previsível. O poder político usou o IO como arma de arremesso político ou escudou-se na disciplina de voto para não poder salvar o IO.
O tempo, esse grande escultor, dirá a quantos e a quem interessou o encerramento da escola Instituto de Odivelas - Infante D. Afonso.
5 de fevereiro de 2018
Forte da Barra vai a tribunal por estar ao abandono
O forte de Santo António da Barra em São João do Estoril, antiga colónia de férias do "Instituto de Odivelas", foi alvo de uma providência cautelar por parte do Fórum do Património. Não necessárias "medidas urgentes" para travar a degradação deste património histórico.
Ler notícia completa aqui.
28 de janeiro de 2018
Mosteiro de Odivelas em suspenso
Em Janeiro de 2017, o Ministério da Defesa garantiu que o processo de
cedência do Mosteiro de Odivelas ao Município de Odivelas estaria resolvido em Fevereiro. Passado um ano continua tudo na mesma...
9 de julho de 2017
CMO vai gerir o IO
Segundo a notícia publicada recentemente no jornal DN o Instituto de Odivelas irá ser gerido pela Câmara Municipal d Odivelas.
Nas várias reuniões de antigas alunas com a ex-Presidente da Câmara Municipal de Odivelas Susana Amador e actual Presidente, estes membros do PS sempre disseram nada saber e ocultaram as suas ambições bacocas. Vão agora ter o merecido resultado. Depois de se terem apropriado dos edifícios contíguos onde são os actuais Paços do Concelho, vão agora destruir o que resta de uma jóia que era dos poucos pontos de interesse da cidade.
O que não se percebe é como se dá tais utilizações a edifícios classificados..."
25 de fevereiro de 2017
4 de fevereiro de 2017
À procura das nossas irmãs
Num momento de enorme tristeza com a destruição do nosso colégio, procuramos saber das nossas irmãs de todos os tempos como uma forma de procurar abafar o grande pesar pela destruição da nossa casa de infância e adolescência.
“ENTRE A FOGUEIRA E A NOBREZA”, o novo livro de Maria Isabel Braga Abecasis, levo-nos ao encontro do passado.
As três irmãs Braga Abecasis, Maria Leonor (49/1954), Teresa Maria (24/1955) e Maria Isabel (295/1963) foram alunas do "Instituto de Odivelas".
A Maria Isabel é licenciada em História pela Faculdade de Letras de Lisboa, especializada como Bibliotecária-Arquivista e Mestre em Edição de Texto. Foi responsável pela biblioteca do Palácio Nacional de Mafra, pelo arquivo histórico do Palácio da Ajuda/Museu e trabalha presentemente no Arquivo Nacional da Torre do Tombo.
O livro, editado pela Guerra e Paz Editores, com o apoio da C. M. Lisboa, relata a sobrevivência de uma família em Portugal nos séculos XVI a XIX. Baseado em factos verídicos, numa investigação que passou pelos arquivos secretos do Vaticano, o livro acompanha momentos marcantes da História de Portugal. Sem faltarem os amores nos conventos onde viviam mulheres virtuosas e tidas por tais e freiras insubmissas que lá eram postas para “não empatarem partilhas nem pesarem em dotes”, como a religiosa Francisca Coronel, do mosteiro de S. Dinis de Odivelas…
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