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15 de março de 2015

Dia da antiga aluna do IO - 9 de Março de 2015

Celebrou-se no dia 9 de Março o Dia da Antiga Aluna e o 96º Aniversário da Associação das Antigas Alunas do Instituto de Odivelas (AAAIO).
O Diretor do IO, Coronel Nisa Pato, relembrou “as 171 alunas que não puderam continuar nestas instalações, dada a mudança imposta para o Colégio Militar, mas de 70 possíveis ficaram 68, um motivo de orgulho e de força para todos quantos trabalham no Instituto”.
Na presença do Diretor de Educação, Major-General, Cóias Ferreira, da Presidente da Câmara Municipal de Odivelas, Susana Amador, e do Professor Marcelo Rebelo de Sousa, discursaram ainda as Presidentes da Assembleia-Geral e da Direção da AAAIO, Rosete Milheiro e Joaquina Cadete Phillimore.
A Cerimónia contou, ainda, com uma homenagem aos corpos sociais dos anos 2000 a 2013, o lançamento de um postal filatélico comemorativo dos 115 anos do IO, e, ainda a entrega dos Prémios Maria das Neves Rebelo de Sousa às melhores alunas do 6º, 9º e 12º anos.
A Presidente Susana Amador, convidada a dirigir umas breves palavras aos muitos convidados, realçou a história da instituição, prometendo que a Câmara Municipal continuará a lutar, com todas as suas forças, para contrariar a decisão de mudar o IO para o Colégio Militar.
A cerimónia, que decorreu na Sala do Teto Bonito, finalizou com um momento cultural proporcionado pelo Coro da Procuradoria-Geral da República, com sons de Beatles e Xutos e Pontapés.



Desrespeitar o Passado comprometendo o Futuro

"Sei que não guardarão boa memória de mim aqueles que vivendo hoje na sombra de um passado pincelado de efémera notoriedade na instituição militar militam agora sistematicamente contra o governo na opinião pública ora aqui ora acolá".

Quem esteve ou está ligado ao Instituto de Odivelas (IO) - ou seja portugueses desde 1900 - não guardará "boa memória" do senhor ministro da Defesa Nacional, Dr. José Pedro Aguiar-Branco porque não sabe respeitar o passado, não quer respeitar uma institutição educativa com 115 anos que tem um ensino de excelência, que funciona bem e que é sustentável.

Quem rejeita a legitimidade histórica das instituições nacionais não respeita o passado, tem um presente sem "notoriedade" e um futuro com memória "efémera".

Mas, sejamos mais simples, claros e diretos para a "opinião pública", ora aqui, ora acolá:

A quem interessam as instalações do IO, a curto prazo, do Instituto dos Pupilos do Exército, a médio prazo, e do Colégio Militar a médio-longo prazo?

30 de janeiro de 2015

Os carrascos do IO - Nº 4

carrasco
car.ras.co [kɐˈʀaʃku]
nome masculino
1. executor da pena de morte; algoz
2. figurado homem cruel




A SEADN Berta Cabral tem a grande preocupação de "fazer história", o que pode ser comprovado pelas suas palavras aqui, aqui  e aqui.

Apesar de ter encontrado o processo de extinção do Instituto de Odivelas já em curso, assumiu-o como se fosse seu e está empenhadíssima em levá-lo a bom porto, envolvendo-se pessoalmente no controlo das operações e demonstrando estar cheia de pressa.

É o mais perfeito exemplo do que significa dizer uma coisa e fazer outra.

Em Junho de 2013, numa visita ao Arquivo Histórico Militar diz que "... honrar a nossa história [militar] é uma obrigação, que deve ser partilhada com toda a sociedade" e que esta partilha "deve ser orientada para o culto do orgulho nacional"... E para honrar a história militar e cultivar o orgulho nacional, defende afincadamente a extinção do Instituto de Odivelas. 

Em Julho de 2014, nas celebrações do dia da Bastilha, teve a hipocrisia suprema de se fazer acompanhar a França por duas alunas do Instituto de Odivelas. A escola que ela quer extinguir rapidamente. A escola que pretendem que seja apagada da história de Portugal. Noutro gesto ainda mais inqualificável, eliminou as fotografias que tinha divulgado na sua página do FB e refere-se às duas alunas do IO e aos dois Cadetes (um da FA e outro da Marinha) que a acompanharam fardados como quatro civis!...


Finalmente, em Outubro de 2014, na página 9 do seu discurso no dia do Exército, em Beja, refere que "...o Ministério da Defesa Nacional tem tido uma especial preocupação com este aspeto, tratando de forma diferente o que é diferente." Gostaríamos de perceber como se explica, então, a decisão de encerrar o IO e tratar da mesma forma duas escolas totalmente diferentes.

Por ser uma mulher a defender um ataque contra outras mulheres (meninas), por não perceber o que é discriminação, pelo seu envolvimento pessoal na extinção do Instituto de Odivelas e pela inexplicável e inexplicada pressa que tem tido, é o carrasco nº 4.

27 de janeiro de 2015

Jornal do Exército


Os carrascos do IO - Nº 3

carrasco
car.ras.co [kɐˈʀaʃku]
nome masculino
1. executor da pena de morte; algoz
2. figurado homem cruel





O Maj-Gen Cóias Ferreira, é o representante do Exército na Comissão Técnica de Acompanhamento (CTA). Pela sua postura nessa comissão e no processo de extinção do Instituto de Odivelas, é o carrasco nº 3.

Como militar e como oficial superior do Exército tinha obrigação de defender a continuidade do Instituto de Odivelas e de fazer ver ao MDN, à SEADN e aos restantes acólitos que a decisão de extinguir o IO (relembramos que é o melhor e o mais barato dos três colégios), para além de injusta, é um atentado à história de Portugal. Preferiu submeter-se à vontade dos civis ("paisanos", nas palavras de Medina Carreira).

Entre meados de 2010 (quando terá terminado o curso promoção a oficial general) e Janeiro de 2013 foi promovido a Coronel Tirocinado, nomeado director do Colégio Militar, promovido a Major General e nomeado director de Educação. Em aproximadamente 2,5 anos foi promovido duas vezes. Ficamos com a dúvida de saber se é mesmo com esta velocidade que as promoções ocorrem no Exército ou se recebeu os "prémios" pelo seu comportamento em todo o processo de extinção do Instituto de Odivelas e "reestruturação" dos EMEs.

Como membro da CTA nunca defendeu o Instituto de Odivelas. Conseguiu alterar várias coisas do despacho original do MDN em relação ao Colégio Militar, porém nunca defendeu o IO. A sua única preocupação foi para com o CM e as adaptações que lá teriam que ser feitas para receber as raparigas. Referiu várias vezes não estar de acordo com as alterações propostas para o CM, mas nunca referiu que não estava de acordo com a extinção do IO.





Quanto à participação das associações de pais e de antigos alunos na CTA, mais uma vez centrou a sua resposta no CM, não permitindo que participassem:


O facto de ser testemunha a favor do MDN e a favor da extinção do IO na providência cautelar interposta por um grupo de pessoas, não deixa dúvidas sobre a posição e a lealdade deste senhor. É, por isso, o carrasco nº 3.

(Brevemente divulgaremos mais informações sobre esta pessoa)

24 de janeiro de 2015

As palavras de Padre Borges

No passado dia 7 de Janeiro, celebraram-se os 690 anos da morte de D. Dinis. Na homenagem prestada por algumas antigas alunas, o Padre Borges proferiu as seguintes palavras:



"Homenagem a D. Dinis

Os textos Sapienciais na Bíblia…

Texto do Livro de Ben-Sirá (Sir 44, 1-3ab.4.6-7.10.13-14)
Celebremos os louvores dos homens ilustres, dos nossos antepassados através das gerações.
O Senhor realizou neles a sua glória, a sua grandeza desde os tempos mais antigos.
Eram poderosos nos seus reinos, homens de fama pelos seus feitos grandiosos e bons conselheiros pela sua inteligência.
Eram guias do povo pelos seus conselhos, pela sua inteligência na instrução do povoe pelas sábias palavras no seu ensino.
Homens ricos e poderosos, viviam em paz em suas casas.
Todos eles alcançaram fama entre os seus contemporâneos e glorificados já em seus dias.
Foram homens virtuosos e as suas obras não foram esquecidas.
A sua descendência permanece para sempre e jamais se apagará a sua memória.
Os seus corpos repousam em paz e o seu nome vive através das gerações.

A escolha deste texto bíblico para a homenagem ao Rei D. Dinis, na ocasião do 690 aniversário do seu falecimento, ligou-se a 3 razões presentes na atitude desta figura ilustre da História de Portugal: 
  1. A consciência de que servimos causas maiores do que a própria história pessoal. Os limites da natureza humana, enquadrada no espaço e no tempo, são oportunidade para semear, cultivar e pugnar por causas que nos transcendem. D. Dinis fez-se acompanhar por esta lucidez.
  2. A consciência de que no presente se alicerça o futuro. D. Dinis desenvolveu o ser e o saber para alicerçar, robustecer, tonificar, no presente, o futuro. A missão do Mosteiro de Odivelas foi gizada precisamente para este servir: facultar às jovens recursos sólidos para edificar futuro pessoal e futuro/progresso de um povo.
  3. Orientou-se pela linha de congregar, fazer convergir, fazer confluir todos os recursos. D. Dinis adotou como atitude e procedimento de fundo:
a.       Instituir e não destituir;
b.      Motivar/organizar/potenciar e não desintegrar/enfraquecer/desanimar;
c.       Relançou a “alma” das Terras de Santa Maria...

…e a memória tem-no presente com saudade…
…a sua alma acompanha a história e continua viva em Odivelas."
 

23 de janeiro de 2015

Os carrascos do IO - Nº 2

carrasco
car.ras.co [kɐˈʀaʃku]
nome masculino
1. executor da pena de morte; algoz
2. figurado homem cruel




O Primeiro Ministro de Portugal, Pedro Passos Coelho, é o carrasco nº 2.

Contactado várias vezes, fez constar que não estava a par do processo. Foi-lhe entregue em mão uma pasta com toda a documentação e informação relevante. Apesar disso, manteve o seu silêncio e a sua posição de conivência com a extinção do Insituto de Odivelas. Em resposta aos repetidos pedidos de audiência, passou o assunto para dois assessores da secretária Berta Cabral.

Nunca visitou o Instituto de Odivelas.

Antes de ser PM, Pedro Passos Coelho foi professor de Economia Aplicada e Economia do Turismo no Instituto Superior de Ciências Educativas (ISCE), na Ramada, concelho de Odivelas. Ao contrário do que acontece com o Instituto de Odivelas, o PM é convidado e está presente em aniversários e cerimónias oficiais do ISCE.

O ISCE pertence ao Grupo Pedago, com um leque de instituições que vão do ensino pré-escolar à Universidade Sénior de Odivelas. Oferece vários cursos na área do turismo.





Jornal Expresso 2010

Não sabemos se a decisão de extinguir o Instituto de Odivelas partiu do PM ou do MDN. A falta de transparência e o facto deste processo estar a decorrer há vários anos sem que se saiba porquê, para quê, como e para quem, permite-nos especular. Permite-nos imaginar que o PM está a proteger e a favorecer negociatas com alguma escola. As declarações do MDN que o mosteiro deverá manter-se preferencialmente ligado ao ensino dá força a esta hipótese.

Pelo facto de nunca ter recebido as partes interessadas, apesar de vários pedidos e insistências, pelo facto de permitir que o MDN tome decisões sem ter que as explicar aos portugueses, pelo facto de se manter em silêncio sobre este assunto, Pedro Passos Coelho é o carrasco nº 2.