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5 de janeiro de 2017

O "Instituto de Odivelas" foi fundado há 117 anos - parte 3

 
 
Uma imagem impossível para os decisores políticos do século XXI - rapazes no Instituto de Odivelas, se a lógica fosse tornar todos os EME mistos.

A quem interessa o Mosteiro de Odivelas e o Forte de Santo António do Estoril?

Que outros terrenos e edifícios se seguirão?

4 de janeiro de 2017

"Instituto de Odivelas"vai ser entregue à autarquia até Fevereiro

Notícia detalhada no Observador.

O "Instituto de Odivelas" foi fundado há 117 anos - parte 2

O IO foi pioneiro na Ginástica em Portugal para meninas e raparigas, bem antes de 1920/1921.

Sempre o IO soube conciliar a tradição e inovação.

Foi extinto injustamente.

Era uma escola de excelência sem ser elitista ou ter a pretensão de formar líderes, apenas mulheres donas de si, independentes, com formação que lhes desse a dignidade, órfãs ou não, filhas de militares ou não.

No entanto, não foi o IO a tornar-se uma escola mista...

A quem interessam os claustros do Mosteiro de Odivelas?
 
 

3 de janeiro de 2017

Sem-abrigo "a viver" no IO

Existe um sem abrigo a "viver" no corredor que dá acesso à porta do IO. As fotos foram tiradas no dia de 28 de Dezembro de 2016, à noite, e como se pode ver uma das janelas (pertencente ao gabinete do Sub-Director) está completamente aberta.
Para além disto os 3 candeeiros da rua têm os vidros todos partidos, o cheiro a urina é irrespirável e a porta de entrada está bastante vandalizada.

Não há palavras para descrever a situação...
 

O "Instituto de Odivelas" foi fundado há 117 anos - parte 1

Mesmo com pessoas que lutaram tanto, mas sem a influência necessária, pela manutenção do "Instituto de Odivelas" foi inglório remar contra a injustiça e rumar contra os oportunismos de ocasião. O IO foi alvo de vicissitudes que em nada ajudaram à sua salvação. O IO foi extinto, não por um preconceito relacionado com a diferenciação de género (!), ou por razões ideológicas (num governo de direita?!), apenas porque entrou no turbilhão de interesses associados à exploração e utilização do Mosteiro de Odivelas e do Forte de Santo António, em S. João do Estoril. O IO era uma escola de referência, alcançou níveis únicos no panorama educativo português, mesmo no doloroso e derradeiro ano da sua existência. Se fosse vivo, o IO encontrar-se-ia a caminho dos seus 117 anos de existência.

Que país é este que renega e apaga o que noutros países civilizados seria valorizado e não sacrificado para benefício de alguns... como efetivamente aconteceu. A História fará tal julgamento em que muitos procurarão lavar as mãos...


 


Aluna n.º 1 e famíla - início do século XX.




 

14 de dezembro de 2016

O túmulo de D. Dinis

Hoje na Assembleia da República o Ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes, foi questionado sobre o Mosteiro de S. Dinis e S. Bernardo, em Odivelas, e o Forte de Peniche.
Sobre o mosteiro "em estado de abandono e em degradação muito acelerada", segundo Teresa Caeiro, o ministro afirmou que há obras de restauro a decorrer, numa parceria com a Câmara de Odivelas.


8 de dezembro de 2016

Dia 8 e dezembro, uma data especial no Instituto de Odivelas

Num passado ainda não muito distante, o Dia da Mãe foi celebrado a 8 de Dezembro - dia de Nossa Senhora da Conceição, Padroeira de Portugal. Ao longo de 115 anos, alunas do Instituto de Odivelas, filhas, órfãs ou não, futuras mães, ou não, viram nesta imagem de alabastro italiano a figura de uma Mãe, com a carga religiosa inerente mas, sobretudo, conheciam o seu valor sentimental, histórico e simbólico. Aprenderam que uma mãe e rainha de Portugal – D. Maria Pia - ofereceu às então alunas do “Instituto Infante D. Afonso” de Odivelas, uma estatueta de alabastro fino, ela que foi a mãe e a rainha responsável pela fundação da escola em 1900. Mãe e rainha que um dia viu morrer o seu filho e rei, e o seu neto e herdeiro do trono de Portugal: D. Carlos e o Príncipe da Beira, D. Luís Filipe.

 

Imagem de Nossa Senhora da Conceição na igreja do Mosteiro de Odivelas.
 

Hoje o Instituto de Odivelas está extinto devido à insensibilidade e aos interesses dos homens, à amnésia histórica, cirúrgica e deliberada, com que o Poder encarou uma instituição pública centenária que foi pioneira na defesa do direito das mulheres à educação.

Margarida Cunha

À memoria da antiga aluna e funcionária do Instituto de Odivelas - Maria João Raminhos (AA n.º 196/1977)