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15 de março de 2015

Resposta de Susana Amador a Antigas Alunas do IO

Resposta da Câmara de Odivelas a um  pedido de reunião com antigas alunas feito em 24 de Fevereiro de 2015.

Estimadas antigas alunas do Instituto de Odivelas,
Encarrega-me a Sra. Presidente da Câmara Municipal de Odivelas, Dra. Susana Amador de informar V. Exas, que desde a última reunião realizada, sobre as questões relacionadas com o Instituto de Odivelas, não se verificaram dados novos, para além das declarações de Sua Excelência O Ministro da Defesa Nacional, no Parlamento e, sobre essas declarações, cumpre informar que não houve qualquer cedência, nem qualquer proposta escrita ou concreta, dirigida ao município. Apenas ocorreu uma reunião, com a Sra. Secretária de Estado, onde foi referido que, tal como noutros municípios, será dado direito de preferência ao Município de Odivelas, no tocante ao Património.
Acresce, porém, que da parte do Município de Odivelas, o entendimento é o de que o uso daquele Monumento será sempre de interesse público, caso venha a concretizar-se alguma proposta.

Destino do Instituto de Odivelas segundo o Ministro da Defesa Nacional

Futura utilização do IO será discutida com a autarquia da Câmara de Odivelas.

Dia da antiga aluna do IO - 9 de Março de 2015

Celebrou-se no dia 9 de Março o Dia da Antiga Aluna e o 96º Aniversário da Associação das Antigas Alunas do Instituto de Odivelas (AAAIO).
O Diretor do IO, Coronel Nisa Pato, relembrou “as 171 alunas que não puderam continuar nestas instalações, dada a mudança imposta para o Colégio Militar, mas de 70 possíveis ficaram 68, um motivo de orgulho e de força para todos quantos trabalham no Instituto”.
Na presença do Diretor de Educação, Major-General, Cóias Ferreira, da Presidente da Câmara Municipal de Odivelas, Susana Amador, e do Professor Marcelo Rebelo de Sousa, discursaram ainda as Presidentes da Assembleia-Geral e da Direção da AAAIO, Rosete Milheiro e Joaquina Cadete Phillimore.
A Cerimónia contou, ainda, com uma homenagem aos corpos sociais dos anos 2000 a 2013, o lançamento de um postal filatélico comemorativo dos 115 anos do IO, e, ainda a entrega dos Prémios Maria das Neves Rebelo de Sousa às melhores alunas do 6º, 9º e 12º anos.
A Presidente Susana Amador, convidada a dirigir umas breves palavras aos muitos convidados, realçou a história da instituição, prometendo que a Câmara Municipal continuará a lutar, com todas as suas forças, para contrariar a decisão de mudar o IO para o Colégio Militar.
A cerimónia, que decorreu na Sala do Teto Bonito, finalizou com um momento cultural proporcionado pelo Coro da Procuradoria-Geral da República, com sons de Beatles e Xutos e Pontapés.



Desrespeitar o Passado comprometendo o Futuro

"Sei que não guardarão boa memória de mim aqueles que vivendo hoje na sombra de um passado pincelado de efémera notoriedade na instituição militar militam agora sistematicamente contra o governo na opinião pública ora aqui ora acolá".

Quem esteve ou está ligado ao Instituto de Odivelas (IO) - ou seja portugueses desde 1900 - não guardará "boa memória" do senhor ministro da Defesa Nacional, Dr. José Pedro Aguiar-Branco porque não sabe respeitar o passado, não quer respeitar uma institutição educativa com 115 anos que tem um ensino de excelência, que funciona bem e que é sustentável.

Quem rejeita a legitimidade histórica das instituições nacionais não respeita o passado, tem um presente sem "notoriedade" e um futuro com memória "efémera".

Mas, sejamos mais simples, claros e diretos para a "opinião pública", ora aqui, ora acolá:

A quem interessam as instalações do IO, a curto prazo, do Instituto dos Pupilos do Exército, a médio prazo, e do Colégio Militar a médio-longo prazo?

30 de janeiro de 2015

Os carrascos do IO - Nº 4

carrasco
car.ras.co [kɐˈʀaʃku]
nome masculino
1. executor da pena de morte; algoz
2. figurado homem cruel




A SEADN Berta Cabral tem a grande preocupação de "fazer história", o que pode ser comprovado pelas suas palavras aqui, aqui  e aqui.

Apesar de ter encontrado o processo de extinção do Instituto de Odivelas já em curso, assumiu-o como se fosse seu e está empenhadíssima em levá-lo a bom porto, envolvendo-se pessoalmente no controlo das operações e demonstrando estar cheia de pressa.

É o mais perfeito exemplo do que significa dizer uma coisa e fazer outra.

Em Junho de 2013, numa visita ao Arquivo Histórico Militar diz que "... honrar a nossa história [militar] é uma obrigação, que deve ser partilhada com toda a sociedade" e que esta partilha "deve ser orientada para o culto do orgulho nacional"... E para honrar a história militar e cultivar o orgulho nacional, defende afincadamente a extinção do Instituto de Odivelas. 

Em Julho de 2014, nas celebrações do dia da Bastilha, teve a hipocrisia suprema de se fazer acompanhar a França por duas alunas do Instituto de Odivelas. A escola que ela quer extinguir rapidamente. A escola que pretendem que seja apagada da história de Portugal. Noutro gesto ainda mais inqualificável, eliminou as fotografias que tinha divulgado na sua página do FB e refere-se às duas alunas do IO e aos dois Cadetes (um da FA e outro da Marinha) que a acompanharam fardados como quatro civis!...


Finalmente, em Outubro de 2014, na página 9 do seu discurso no dia do Exército, em Beja, refere que "...o Ministério da Defesa Nacional tem tido uma especial preocupação com este aspeto, tratando de forma diferente o que é diferente." Gostaríamos de perceber como se explica, então, a decisão de encerrar o IO e tratar da mesma forma duas escolas totalmente diferentes.

Por ser uma mulher a defender um ataque contra outras mulheres (meninas), por não perceber o que é discriminação, pelo seu envolvimento pessoal na extinção do Instituto de Odivelas e pela inexplicável e inexplicada pressa que tem tido, é o carrasco nº 4.

27 de janeiro de 2015

Jornal do Exército


Os carrascos do IO - Nº 3

carrasco
car.ras.co [kɐˈʀaʃku]
nome masculino
1. executor da pena de morte; algoz
2. figurado homem cruel





O Maj-Gen Cóias Ferreira, é o representante do Exército na Comissão Técnica de Acompanhamento (CTA). Pela sua postura nessa comissão e no processo de extinção do Instituto de Odivelas, é o carrasco nº 3.

Como militar e como oficial superior do Exército tinha obrigação de defender a continuidade do Instituto de Odivelas e de fazer ver ao MDN, à SEADN e aos restantes acólitos que a decisão de extinguir o IO (relembramos que é o melhor e o mais barato dos três colégios), para além de injusta, é um atentado à história de Portugal. Preferiu submeter-se à vontade dos civis ("paisanos", nas palavras de Medina Carreira).

Entre meados de 2010 (quando terá terminado o curso promoção a oficial general) e Janeiro de 2013 foi promovido a Coronel Tirocinado, nomeado director do Colégio Militar, promovido a Major General e nomeado director de Educação. Em aproximadamente 2,5 anos foi promovido duas vezes. Ficamos com a dúvida de saber se é mesmo com esta velocidade que as promoções ocorrem no Exército ou se recebeu os "prémios" pelo seu comportamento em todo o processo de extinção do Instituto de Odivelas e "reestruturação" dos EMEs.

Como membro da CTA nunca defendeu o Instituto de Odivelas. Conseguiu alterar várias coisas do despacho original do MDN em relação ao Colégio Militar, porém nunca defendeu o IO. A sua única preocupação foi para com o CM e as adaptações que lá teriam que ser feitas para receber as raparigas. Referiu várias vezes não estar de acordo com as alterações propostas para o CM, mas nunca referiu que não estava de acordo com a extinção do IO.





Quanto à participação das associações de pais e de antigos alunos na CTA, mais uma vez centrou a sua resposta no CM, não permitindo que participassem:


O facto de ser testemunha a favor do MDN e a favor da extinção do IO na providência cautelar interposta por um grupo de pessoas, não deixa dúvidas sobre a posição e a lealdade deste senhor. É, por isso, o carrasco nº 3.

(Brevemente divulgaremos mais informações sobre esta pessoa)