Blog pela manutenção do "Instituto de Odivelas" (IO) como uma Escola de Excelência. A missão do IO é ministrar os cursos de ensino básico e secundário destinados a filhas de militares e civis, em regime de internato e externato, e assegurar a formação militar de base. O IO possui um projecto educativo com oferta alargada, com separação de género, em ambiente escola-família. O IO educa numa cultura de lealdade, coragem, honra, respeito, rigor, exigência e excelência.
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14 de janeiro de 2015
115º Aniversário do IO
No dia 14 de Janeiro celebrou a cerimónia dos 115 anos de vida do Instituto de Odivelas. Um momento solene, na Igreja do Mosteiro de S.Dinis, que serviu para mais um alerta dos responsáveis do Instituto e das alunas, antigas e atuais, contra as intenções do atual Governo em encerrar uma instituição que tanto tem dado ao pais, através do seu ensino e formação cívica de excelência.
Nesta data festiva, esteve presente o Chefe de Estado Maior do Exército, o General, Carlos Jerónimo e, também, Joaquina Cadete, em representação das antigas alunas do IO. Tanto ela como o Diretor do Instituto de Odivelas, o Coronel Nisa Pato, manifestaram, nas suas intervenções, mágoa pela decisão do Governo, tendo o responsável maior pelo IO, lamentado que o Ministro da Defesa não tenha ainda visitado a Instituição que decidiu encerrar.
Desde a primeira hora a Câmara de Odivelas, e em particular a sua Presidente, mantém-se na primeira linha da frente de batalha contra a decisão do Governo que em muito prejudica o Concelho e empobrece o país.
12 de janeiro de 2015
Património
Através do Diário de Notícias, o MDN fez saber que a sua intenção é devolver o Mosteiro de S. Dinis à população de Odivelas (aqui).
O Mosteiro de S. Dinis, fundado em 1294, é património nacional e contém dois túmulos: D. Dinis, rei de Portugal, e D. Maria Afonso, sua filha.
Actualmente as instalações do Instituto de Odivelas (a parte histórica e a parte mais recente) são integralmente conservadas e mantidas pelas mensalidade pagas pelas alunas. Não há despesas extra para o erário público. Não há intervenções da Parque Escolar. Não há grafittis nas paredes. Não há lixo no chão. A Câmara de Odivelas e a Direcção Geral do Património Cultural não gastam nenhum cêntimo na manutenção deste património do séc. XIII.
Apesar de não acreditarmos na intenção do MDN (intenção essa que apenas foi comunicada ao jornalista Freire), deixamos alguns exemplos de outros mosteiros que "foram devolvidos à população". Há dezenas deles em todo o país. Esperemos que não seja este o futuro das instalações do Instituto de Odivelas.
Convento de Santo António da Castanheira (Vila Franca de Xira) - Mandado construir por D. João I, por volta de 1400. Foi aqui que a Rainha D. Leonor recebeu Cristóvão Colombo:
Mosteiro de Santa Maria de Seiça (Figueira da Foz) - Construído no séc. XII, depois da extinção das ordens religiosas foi vendido a particulares que o transformaram numa fábrica de descasque de arroz. Em 2004 "foi devolvido à população":
Convento de S. Bento de Cástris (Évora) - Mosteiro feminino da ordem de Cister fundado em 1274 e classificado como Monumento Nacional. Com a morte da última freira, passou para o estado. Foi cedido gratuitamente à Casa Pia de Évora até 2005, data em que foi "devolvido à população":
O Mosteiro de S. Dinis, fundado em 1294, é património nacional e contém dois túmulos: D. Dinis, rei de Portugal, e D. Maria Afonso, sua filha.
Actualmente as instalações do Instituto de Odivelas (a parte histórica e a parte mais recente) são integralmente conservadas e mantidas pelas mensalidade pagas pelas alunas. Não há despesas extra para o erário público. Não há intervenções da Parque Escolar. Não há grafittis nas paredes. Não há lixo no chão. A Câmara de Odivelas e a Direcção Geral do Património Cultural não gastam nenhum cêntimo na manutenção deste património do séc. XIII.
Apesar de não acreditarmos na intenção do MDN (intenção essa que apenas foi comunicada ao jornalista Freire), deixamos alguns exemplos de outros mosteiros que "foram devolvidos à população". Há dezenas deles em todo o país. Esperemos que não seja este o futuro das instalações do Instituto de Odivelas.
Convento de Santo António da Castanheira (Vila Franca de Xira) - Mandado construir por D. João I, por volta de 1400. Foi aqui que a Rainha D. Leonor recebeu Cristóvão Colombo:
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Mosteiro de Santa Maria de Seiça (Figueira da Foz) - Construído no séc. XII, depois da extinção das ordens religiosas foi vendido a particulares que o transformaram numa fábrica de descasque de arroz. Em 2004 "foi devolvido à população":
Convento de S. Bento de Cástris (Évora) - Mosteiro feminino da ordem de Cister fundado em 1274 e classificado como Monumento Nacional. Com a morte da última freira, passou para o estado. Foi cedido gratuitamente à Casa Pia de Évora até 2005, data em que foi "devolvido à população":
11 de janeiro de 2015
Divulgação internacional
Nos dias 1 e 2 de Dezembro, decorreu na Fundação Calouste Gulbenkian o IV Congresso Internacional da AMONET (Associação Portuguesa de Mulheres Cientistas).
O congresso contou com oradoras de várias nacionalidades, que abordaram temas relacionados com o papel das mulheres na ciência e a igualdade de géneros. Para além de várias antigas alunas na plateia, estiveram nos painéis as antigas alunas Ana Maria Trindade Lobo (Decana da Universidade Nova de Lisboa), Maria João Marcelo Curto (Investigadora Internacional) e Ana Coucello (Plataforma Portuguesa para os Direitos das Mulheres).
Durante o congresso foram apresentados alguns posters relacionados com a extinção do Instituto de Odivelas:
O congresso contou com oradoras de várias nacionalidades, que abordaram temas relacionados com o papel das mulheres na ciência e a igualdade de géneros. Para além de várias antigas alunas na plateia, estiveram nos painéis as antigas alunas Ana Maria Trindade Lobo (Decana da Universidade Nova de Lisboa), Maria João Marcelo Curto (Investigadora Internacional) e Ana Coucello (Plataforma Portuguesa para os Direitos das Mulheres).
Durante o congresso foram apresentados alguns posters relacionados com a extinção do Instituto de Odivelas:
8 de janeiro de 2015
D. Dinis morreu há 690 anos
Ontem, dia 7 de Janeiro, celebraram-se os 690 anos da morte de D. Dinis.
D. Dinis, talvez o mais visionário Rei de Portugal, morreu em Santarém, mas quiz ser enterrado no Mosteiro de S. Dinis, em Odivelas, mandado construir por ele e onde já se encontrava o seu túmulo.
Por iniciativa da antiga aluna Maria João Marcelo Curto, a data foi assinalada com a deposição de duas coroas de flores aos pés de D. Dinis, uma em nome das actuais alunas e outra em nome das antigas alunas. Na presença de um pequeno grupo de antigas alunas e do Director do Instituto de Odivelas, o Padre Borges proferiu algumas palavras, relembrando as características daquele governante português.
Foi também deposto um ramo de rosas vermelhas junto ao túmulo de D. Maria Afonso, filha de D. Dinis, que morreu com 18 anos, assassinada depois de ter sido violada, e cujo túmulo também se encontra na igreja do Instituto de Odivelas.
D. Dinis, talvez o mais visionário Rei de Portugal, morreu em Santarém, mas quiz ser enterrado no Mosteiro de S. Dinis, em Odivelas, mandado construir por ele e onde já se encontrava o seu túmulo.
Por iniciativa da antiga aluna Maria João Marcelo Curto, a data foi assinalada com a deposição de duas coroas de flores aos pés de D. Dinis, uma em nome das actuais alunas e outra em nome das antigas alunas. Na presença de um pequeno grupo de antigas alunas e do Director do Instituto de Odivelas, o Padre Borges proferiu algumas palavras, relembrando as características daquele governante português.
Foi também deposto um ramo de rosas vermelhas junto ao túmulo de D. Maria Afonso, filha de D. Dinis, que morreu com 18 anos, assassinada depois de ter sido violada, e cujo túmulo também se encontra na igreja do Instituto de Odivelas.
7 de janeiro de 2015
Liberdade de escolha
Em Portugal, no séc. XXI, pela mão do governo:
- Os pais podem escolher a religião que querem para os filhos, há várias à escolha. O estado é laico, mas financia;
- Os pais podem colocar os filhos em escolas onde o ensino é dado em inglês, francês, espanhol ou alemão, há várias à escolha. O estado fala português, mas financia;
- Os pais que quiserem inscrever os filhos num clube desportivo, têm vários à escolha. O estado não tem clube, mas financia;
- Os pais que quiserem inscrever as suas filhas numa escola de ensino diferenciado, não podem! O estado extinguiu a única escola pública de ensino diferenciado;
- Os pais que quiserem colocar as filhas em regime de internato, não podem! O estado extinguiu o único internato feminino;
Na realidade, tal como em relação aos clubes desportivos ou religiões, o papel do estado deveria ser de isenção: garantir vários tipos de oferta e deixar a liberdade de escolha com cada um.
Ou o governo não é coerente, ou há algum motivo oculto por detrás da extinção do Instituto de Odivelas.
3 de janeiro de 2015
Extinção com fusão
LEGENDA: O Instituto de Odivelas é extinto, sendo objecto de fusão. As suas atribuições serão integradas no Colégio Militar (Artigo 30.º, Decreto-Lei N.º 186/2014 de 29 de dezembro).
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